Já está: um mês de dieta de moda. Mas não sem ter qualquer coisa de novo para usar. Sem batotas.
Uma pessoa sabe que ele há datas feitas de propósito para os comerciantes fazerem mais uns trocos. O Natal ficou (quase só) assim, os aniversários sempre foram assim, a Páscoa não deixa de ser assim, o Dia da Mãe e do Pai é assinalado assim, o Dia dos Namorados passou a existir para ser só assim. E claro, assim sendo, ninguém quer ser lembrado nestas datas só de forma assim assim.
Acontece que já houve vezes em que, cá por casa, as coisas nem assim ficaram. Digo sempre que não me importo, mas o beicinho acaba por cair. É sempre pretexto para mais uns beijinhos. E promessas de que um dia as coisas mudam. Um dia dou-te tudo. Um dia pedes o que quiseres. Um dia cubro-te de presentes. Um dia, se calhar, algo acontece, e de repente as coisas deixam de ter o mesmo sabor. Um dia, se calhar nada acontece, mas as promessas ocupam o lugar de qualquer presente, cá dentro, no quentinho do coração (hoje estou um bocadinho para o morcona e lamechenta - piegas é palavra muito Troikista e já chega a que impus a mim própria).
Bem, mas as lembrancinhas de data marcada apagam-se de significado quando, num dia qualquer, daqueles perdidos na banalidade das semanas de trabalho, daqueles chamados de segunda ou terça-feira sem que lhe associemos um dia do mês porque não interessa, recebemos um presente só porque sim. E descobrimos (mais uma vez) que um presente só porque sim vale mais do que mil lembrancinhas nas datas da praxe.
Eu dou-lhe um beijinho por ti :)
ResponderEliminarTens razão! Vale bem mais num dia qualquer! Mas "eles" que não se habituem, porque nós sentimos quando nos dias da praxe eles nem sequer uma florzinha arrancam de um jardim!
ResponderEliminarJá agora, davas uma corzinha aqui ao teu canto e mostravas o teu presente especial! :D
Tézinha, tens razão, vou tentar pôr aqui.
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